domingo, 27 de novembro de 2011

Mensagem do Blog


www.uepa.br/portal

Pouco mais de 57 mil fazem segunda etapa nesta segunda (28)

Candidatos irão responder a 60 questões objetivas de conhecimento gerais, mais Língua Estrangeira. O número de faltosos neste domingo - 8.367 - foi considerado normal pela pró-reitora de Graduação.


A primeira etapa dos Processos Seletivos 2012 da Universidade do Estado do Pará (Uepa), realizada neste domingo (27), registou 8.367 faltosos, sendo 5.467 do Processo Seletivo (Prosel) e 2.900 do Programa de Ingresso Seriado (Prise – Subprograma XV). O número foi considerado dentro da normalidade, segundo a pró-reitora de Graduação, Ionara Terra, que divulgou os dados em coletiva à imprensa.

PARADA GAY EM SANTA IZABEL


Hoje Santa  Izabel viu por suas ruas a caminhada da diversidade.
Muitos izabelenses pararam para ver gays, trans, les e bis passarem reivindicando espaço, tolerancia e respeito da sociedade ou, só mesmo se exibindo, se divertindo ou curtindo o momento!
Infelizmente, muitos políticos utilizam o evento como palco para promoção, alguns até declaram orgulho gay sem querer, mas a população está de olho!!!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Meus votos de sucesso...

...A todos os aprovados na FCAT!!!

Meus alunos do CEGB Ensino Médio:
Benedito- Administração
Flavio Georges- Administração
João Victor- Administração
Ricardo Heverson- Marketing
Ruan Henrique- Direito
Fernando Bordallo- Direito
Beatriz Borges- Direito
Marcos Simões- Direito
Vanderly- Direito
Kelly Karolliny- Pedagogia
Hugo Brener- Redes de computadores
Hernande Carlos- Enfermagem
Sandro- Ciências Biológicas
Pedro- Ciências Biológicas

... E meu amigo  do Coração Aldo Cezar!!!




sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Só em Santa Izabel...


1-A meia passagem de R$ 3,25 é R$ 2,00
2-Meio litro de óleo de freio é R$ 5,00, enquanto que um litro é R$ 8,00
3-Para passear em uma praça pública tem que pagar...
Será que essa galera não aprendeu nada de matemática!!!

Atenção povo, 2012 está chegando e a política do pão e circo continua!!!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Recebi por e-mail

QUANTO VALE UM PROFESSOR...
 
Leiam com atenção, muito bom!

 
AULA DE MATEMÁTICA

Hoje vou brincar de professor de matemática. Vou passar alguns problemas para vocês resolverem.

Problema nº1

Um professor trabalha 5 horas diárias, 5 salas com 40 alunos cada. Quantos alunos ele atenderá por dia?


Resposta: 200 alunos dia.

Se considerarmos 22 dias úteis. Quantos alunos ele atenderá por Mês?

Resposta: 4.400 alunos por mês.

Consideremos que nenhum aluno faltou (hahaha) e, que em cada um deles, resolveram pagar ao professor com o dinheiro da pipoca do lanche: 0,80 centavos, diárias. Quanto é a fatura do professor por dia?

R: 160,00 reais diários


Se considerarmos 22 dias úteis. Quanto é faturamento mensal do mesmo professor?

R: Final do mês ele terá a faturado R$ 3.520,00.

Problema nº2

O piso salarial é 1.187 reais, para o professor atender 4.400 alunos mensais. Quanto o professor fatura por cada atendimento?


Resposta: aproximadamente 0,27 mensais

(vixe, valemos menos que o pacote de pipoca)... continuando os exercícios...

Problema nº3


Um professor de padrão de vida simples,solteiro e numa cidade do interior, em atividade, tem as seguintes despesas mensais fixas e variáveis :

Sindicato: R$12,00reais

Aluguel: R$350,00reais ( pra não viver confortável)


Agua/energia elétrica: R$100,00 reais (usando o mínimo)

Acesso à internet: R$60,00 reais

Telefone: R$30,00 reais (com restrições de ligações)

Instituto de previdência: R$150,00 reais


Cesta básica: R$500,00 reais

Transporte: sem dinheiro

Roupas: promocionais

Quanto um professor gasta em um mês?

Total das despesas: R$1202,00

Qual o saldo mensal de um professor?


Saldo mensal: R$1187,00 - 1202= -15 reais, passando necessidades

E no caso deste professor ter mulher e filhos?

Agora eu te pergunto:
- Que dinheiro o professor terá para seu fim de semana?
- Quanto o professor poderá gastar com estudos, livros, revistas, etc.
- Quanto vale o trabalho de um professor??
- Isso é bom para o aluno???
- Isso é bom para a educação pública do Brasil??

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Chegou novembro...

... E com ele a série se shows da banda Pearl Jam que tem em sua rota São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre em sua turnê de comemoração aos vinte anos da banda. Sou fã desses caras e estarei o Rio esse fim de semana!!!

Ao contrário de bandas que voltam ao Brasil sem um novo disco para mostrar, o Pearl Jam vem com muito material recente. De 2005 até hoje o grupo lançou dois CDs de estúdio (Pearl Jam, de 2006, e Backspacer, que saiu três anos depois) e um filme, Pearl Jam Twenty, exibido no Brasil este ano, em sessões especiais. Além disso, o vocalista Eddie Vedder lançou o CD solo Ukulele Songs, em 2011.

São os mais novos registros de uma carreira que começou em 1990 e deu ao PJ hits como "Alive", "Spin the Black Circle" e "Jeremy".

Ouça as músicas nas rádios da internet, eles são D+!!!


Resultado

Após um mês, a enquete sobre os prefeitáveis de Sta Izabel foi encerrada e o resultado foi favorável ao Jaime Brito, pelo menos foi isso que vi nos demais blogs. Já ouvi alguns comentários a respeito, mas agora é esperar a campanha, as alianças e as estratégias para saber em que pode mudar essa conjuntura ainda não definida!!!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Obrigada!!!


Mais uma vez agradeço pelas visitas, críticas e elogios que recebo de todos vocês!!!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Mais uma vez!!!

MEC anula Enem de alunos de escola que antecipou questões da prova

O Ministério da Educação anunciou no final da tarde desta quarta-feira (26) que os 639 estudantes do Colégio Christus, de Fortaleza, que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), terão suas notas anuladas e vão precisar fazer novamente a prova.
O MEC constatou que a escola distribuiu apostilas nas semanas anteriores ao exame com dez questões iguais e uma similar às que caíram nas provas realizadas no sábado (22) e domingo (23). Os candidatos do Christus poderão fazer novamente o Enem em 28 e 29 de novembro, dias nos quais o exame será aplicado para pessoas submetidas a penas privativas de liberdade e adolescentes sob medidas socioeducativas. As questões do Enem que aparecem nas apostilas não serão canceladas.

Dez questões idênticas
O estudante ouvido pelo G1 relatou que, depois de ouvir comentários na escola dele sobre a antecipação das questões, resolveu comparar com a prova do Enem. “Comprovei que no material do outro colégio [Christus] havia questões idênticas as das provas de matemática, ciências e linguagens”, afirma. Dizendo-se indignado, o candidato tirou fotos das questões iguais e postou na internet, o que gerou repercussão nas redes sociais.
Após receber cerca de mil comentários no Facebook, o estudante postou: "Gente, eu sei que é revoltante, é uma das provas mais importantes da nossa vida. Mas cuidado com as palavras, muito aluno do colégio recebeu isso e acertou as questões merecidamente. Vamos esperar também por um esclarecimento da escola antes de fazer julgamentos".
O G1 comparou as questões dos quatro livretos da escola com os cadernos Azul, da prova de ciências humanas e ciências da natureza, e Amarelo, da prova de linguagens e matemática, do Enem. Há pelo menos 10 questões iguais e uma similar nos materiais.
Na prova de ciências da natureza, foram detectadas 5 questões idênticas às dos livretos. Em matemática e ciências humanas, são 2 questões iguais em cada um dos testes. Na prova de linguagem, há 1 questão idêntica.
Matemática - questão 154 da prova amarela. Em destaque, a mesma questão na apostila do Enem (Foto: Reprodução) 
Matemática - questão 154 da prova amarela. Em destaque, a mesma questão na apostila distribuída aos alunos (Foto: Reprodução)
'Surpresa'Dois alunos do colégio Christus confirmaram ao G1 terem recebido o caderno com as questões idênticas às contidas na prova do Enem. Aluno do curso pré-vestibular, um estudante de 22 anos afirmou que recebeu material de revisão contendo "várias" questões iguais às do Enem duas semanas antes da prova.
"Levei um susto. Na hora, fiz as questões 'no automático', mas queria comprovar para não correr o risco de a resposta ser uma letra diferente do exercício". O estudante preferiu não se identificar por medo de represálias dos colegas que temem a anulação da prova.
Outra estudante, que também não quer se identificar, afirmou que todos os alunos da unidade Nunes Valente, da mesma escola, receberam quatro pequenos livros com 24 questões cada, divididos em ciências da natureza e humanas, linguagens e matemática.
"O professor nos recomendou fazer, dizendo que eram questões possíveis de cair no Enem e que não mostrasse à concorrência, porque enfim... Acho que nenhum colégio diria para mostrar seu material ao concorrente, né?", afirmou.
A jovem relatou que recebeu o material três semanas antes da prova, no início do período de revisão e que achou "estranho" quando percebeu que havia questões iguais às do exercício que recebera. "Fiquei surpresa quando vi, e feliz, claro". Para ela, as questões não eram difíceis, "mas já era garantido".

Fonte: G1




Comentário do Blog: Mas que Escola com professores com potencial de Herculano Quintanilha! Os temas poderiam coincidir, mas as questões serem idênticas já é brincar com a nossa inteligência. Um exame que servirá para nossos alunos ingressarem nas universidades não pode conter essas falhas. Muitos sofreram nas salas de aula e agora estão frustrados com mais essa polêmica. Vamos aguardar o desfecho dessa história!!!

 

Agrotóxicos x saúde

Pesticidas, saúde e o custo social da revolução verde

Em resposta às reações suscitadas por sua última coluna, Jean Remy Guimarães apresenta neste mês um apanhado de estudos científicos que mostram a extensão dos efeitos negativos do uso de agrotóxicos sobre a saúde humana.

Pesticidas, saúde e o custo social da revolução verde
Embora a produção agrícola brasileira seja modesta no ‘ranking’ mundial, nosso país é o que mais consome agrotóxicos no planeta. (foto: Wikimedia Commons/ PI77 – CC BY-SA 3.0)
A última coluna, ‘O veneno nosso de cada dia’, mostrava meu espanto com o descompasso entre o consumo de pesticidas no Brasil e a modesta posição do país no ranking da produção agrícola global. Embora não trouxesse nenhum fato novo, provocou acaloradas reações, negativas e positivas.
Já que o tema suscita o interesse de alguns, abordarei este mês o mesmo assunto por um ângulo que pode interessar a todos: a saúde. A saúde pública, urbana, rural, brasileira e global.
Comecei com uma busca na Web of knowledge, base de indexação de dados que reúne milhões de trabalhos científicos sobre os temas mais variados, publicados em revistas com comitê de leitura e avaliação pelos pares, a chamada peer-review. Usei os termos de busca ‘pesticidas’ e ‘saúde’. Apareceram 5.349 trabalhos, dos mais recentes aos do século passado. Acrescentando o termo ‘Brasil’, retornaram apenas 76.
Percorri os títulos (e resumos, quando disponíveis) dos 100 primeiros trabalhos da busca inicial, e de todos os 76 da busca que incluía o termo ‘Brasil’. Também explorei os sites da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, incluindo o do Sistema Nacional de Informações Tóxico-farmacológicas (Sinitox).
Em 1987, os centros de atendimento a intoxicações da Califórnia receberam cerca de 17 mil incidentes de exposição humana a pesticidas
Destaco aqui alguns exemplos concretos do impacto negativo do uso de pesticidas sobre a saúde. Começo pelo eldorado, a Califórnia (Estados Unidos), onde foi realizado o trabalho de Maddy, Edmiston e Richmond, publicado em 1990 na Reviews of Environmental Contamination & Toxicology com o título ‘Ilnesses, injuries and deaths due to exposure to pesticides in California, 1949-1988’.
Pinço do resumo que, em 1987, os centros de atendimento a intoxicações do estado receberam cerca de 17 mil incidentes de exposição humana a pesticidas, quase todos não ocupacionais (ou seja, não envolviam agricultores que usavam esses compostos). Destes, entre 30% e 60% levaram ao desenvolvimento de sinais ou sintomas. Segundo os autores, nos 10 anos anteriores, a média de mortes ligadas ao trabalho com pesticidas era de uma por ano e a de suicídios via uso desses compostos era de 15 por ano.
Em outro estudo norte-americano, intitulado ‘Cancer incidence in the Agricultural Health Study’, publicado em 2005 no Scandinavian Journal of Work, Environment & Health, Alavanja e colaboradores relatam que, embora a taxa de câncer em geral no período pesquisado fosse mais baixa entre os trabalhadores agrícolas do que na média da população, certos tipos de câncer tinham frequências significativamente mais elevadas na população rural. Agricultores e aplicadores comerciais de pesticidas tinham mais câncer de próstata, suas esposas apresentavam maior frequência de melanomas e mulheres que aplicavam pesticidas desenvolviam mais câncer de ovário.
O estudo envolve cerca de 89 mil trabalhadores que usam pesticidas nos Estados Unidos e suas esposas, e a publicação citada é apenas uma das muitas já produzidas.
Aplicação de pesticida
Segundo estudo norte-americano, certos tipos de câncer se desenvolvem com muito mais frequência na população rural exposta a pesticidas. (foto: IFPRI-Images/ Flickr – CC BY-NC-ND 2.0)
Outra pesquisa do mesmo projeto, publicada em 1998 no American Journal of Industrial Medicine com o título ‘Exposure opportunities of families of farmer pesticide applicators’, descreve as vias de exposição a pesticidas por parte dos familiares dos aplicadores. Destes, 21% moram a menos de 50 jardas do local de preparação dos pesticidas, 27% guardam os pesticidas em casa, onde as roupas contaminadas são lavadas na mesma máquina que as demais. Quase metade das esposas declarou trabalhar nos campos, 40% se envolvem na mistura ou aplicação de pesticidas e mais da metade das crianças de 11 anos ou mais realizam atividades que as colocam em contato potencial com os pesticidas. O projeto, que segue em curso, envolve as principais instituições oficiais norte-americanas de saúde.

Cenário global desanimador

Por que dei ênfase, até aqui, a estudos nos Estados Unidos? Porque se existe algo parecido com uso adequado ou seguro de pesticidas, a agricultura norte-americana deveria ser a primeira a demonstrá-lo, devido à farta infraestrutura e ao alto nível educacional do país, entre outros fatores.
Mas os padrões que já emergem dos poucos dados dos estudos citados acima se repetem, com impressionante regularidade – e geralmente para pior –, em todo o globo, particularmente nos países menos desenvolvidos. Nestes últimos, tudo pode dar mais errado ainda, pela falta de assistência técnica, regulamentação e fiscalização, pela população de baixa alfabetização, pela maior frequência de trabalho infantil, e muitos et ceteras.
No Brasil, segundo dados do censo do IBGE de 2006, havia 5,2 milhões de estabelecimentos agropecuários no país, instalados em uma área correspondente a 36,75% do território nacional. Eles dão ocupação para mais de 16 milhões de pessoas, ou quase 20% da população ativa do país, dos quais 80% têm baixa escolaridade.
Ainda segundo o IBGE, há mais de 1 milhão de crianças com menos de 14 anos trabalhando na agropecuária, e quase 12 milhões dos trabalhadores são temporários, o que dificulta a capacitação e o acúmulo de experiência profissional. Mais da metade dos estabelecimentos onde houve utilização de agrotóxicos não recebeu orientação técnica, o que não é surpresa diante do quadro exposto.
Há 3 milhões de casos anuais de envenenamento agudo e severo por pesticidas no mundo, que resultam em cerca de 355 mil mortes
Falamos um pouco de Estados Unidos e Brasil, mas o quadro global é desanimador. Documentos no site da OMS, como o The world health report 2003 – shaping the future, reportam uma incidência de 3 milhões de casos anuais de envenenamento agudo e severo por pesticidas, que resultam em cerca de 355 mil mortes, dois terços das quais em países em desenvolvimento. Dois terços do total são suicídios. Esses números são subestimados, pois se referem basicamente aos casos severos que acabam em hospitalização. Por outro lado, provavelmente superestimam a proporção de suicídios.
Esses dados resumem resultados e estimativas de vários estudos disponíveis no site da OMS, entre eles: ‘Pesticide use in developing countries’, ‘Pesticides hazards in developing countries’ (publicado por Koh e Jeyaratnam em 1996 na Science of the Total Environment), ‘An epidemic of pesticide poisoning in Nicaragua: implications for prevention in developing countries’ e Toxics and poverty: the impact of toxic substances on the poor in developing countries (escrito por Goldman e Tran e publicado pelo Banco Mundial em 2002).

Envenenamento crônico

As intoxicações e o uso de pesticidas em suicídios (e homicídios) bem-sucedidos provam que essas substâncias podem ser terríveis – e não só contra os insetos. Naturalmente, os pesticidas não foram formulados para serem ingeridos por humanos, e sim borrifados em solos, plantas e pragas. O que acontece então com aqueles, que mesmo evitando a intoxicação aguda, se expõem de forma crônica aos pesticidas?
Nada de muito bom, pois, ainda segundo o site da OMS, podem sofrer aumento na frequência de problemas reprodutivos e de desenvolvimento, perturbação dos sistemas endócrino, imunológico e nervoso e desenvolver alguns tipos de câncer. Essas informações encontram respaldo nos seguintes documentos: Human development report – consumption for human development, Public health impact of pesticides used in agriculture, ‘Overview of human health and chemical mixtures: problems facing developing countries’ e Childhood pesticide poisoning: information for advocacy and action.
Para estar cronicamente exposto a pesticidas no campo não é preciso ser trabalhador agrícola. Basta ser vizinho de uma área regularmente tratada, e vento e descaso cuidarão do resto.
Um estudo bem recente, publicado por Lee e colaboradores na Environmental Health Perspectives com o título ‘Acute Pesticide Illnesses Associated with Off-Target Pesticide Drift from Agricultural Applications: 11 States, 1998-2006’, identificou 2.945 casos de intoxicação aguda associada à deriva de pesticidas de uso agrícola em 11 estados norte-americanos. Em 53% dos casos, a exposição não foi ocupacional. Fumigação de solos (45%) e aplicação aérea (24%) foram os principais responsáveis pelas intoxicações. Segundo a pesquisa, 97% das vítimas tiveram doenças de baixa severidade e 14% eram crianças.
Aplicação aérea de pesticida
Mais da metade das intoxicações agudas por pesticidas em áreas rurais dos Estados Unidos ocorre em pessoas que não lidam diretamente com esses compostos. Uma das razões é a aplicação aérea de agrotóxicos. (foto: Charles O'Rear/ PD-USGOV-USDA)
E nas cidades, como estamos? Bem, aqui escapamos da aplicação aérea, mas não dos resíduos de pesticidas em alimentos e água. A nossa exposição começa dentro do útero materno, e dessa é difícil escapar.
Em estudo com 404 mães de população urbana multiétnica nos Estados Unidos publicado em 2011 na Environmental Health Perspectives, Engel e colaboradores mediram os níveis maternos de pesticidas organofosforados durante a gravidez e avaliaram o desenvolvimento cognitivo dos filhos um, dois e de seis a nove anos após o parto. A pesquisa, intitulada ‘Prenatal Exposure to Organophosphates, Paraoxonase 1, and Cognitive Development in Childhood’, concluiu que o desenvolvimento cognitivo estava negativamente associado aos níveis pré-natais desses compostos.
O desenvolvimento cognitivo de crianças está negativamente associado aos níveis maternos pré-natais de pesticidas
De volta ao Brasil, destaco o estudo de Meyer e colegas, da Fiocruz, UFRJ e Uerj, intitulado ‘Mood Disorders Hospitalizations, Suicide Attempts, and Suicide Mortality Among Agricultural Workers and Residents in an Area With Intensive Use of Pesticides in Brazil’ e publicado no Journal of Toxicology and Environmental Health. Os autores compararam a taxa de mortalidade por suicídios em trabalhadores agrícolas de uma área de uso intensivo de pesticidas no Rio de Janeiro com aquela de três populações de referência no mesmo estado.
O grupo também comparou as taxas de hospitalização atribuídas a tentativa de suicídio e distúrbios de humor como depressão em residentes da mesma área agrícola e em duas populações de referência. Em ambos os casos, as taxas eram mais altas na população agrícola. O risco de morte por suicídio era também mais alto nas áreas com maior gasto per capita com pesticidas.
Poderíamos seguir assim, mas a coluna já está longa. E ficou no ar a pergunta mais importante: se os pesticidas são ótimos porque aumentam a produtividade e péssimos porque têm múltiplos efeitos negativos na saúde, qual é a relação custo/benefício de seu uso intensivo?
Há alguns estudos sobre isso, e um deles é brasileiro (‘Estimating the social cost of pesticide use: An assessment from acute poisoning in Brazil’), feito por Soares e Porto e publicado no periódico Ecological Economics. Desenvolvido em áreas de plantio de milho no Paraná, o estudo estimou que os custos apenas com as intoxicações agudas por pesticidas podem consumir de 8% a 64% dos lucros com a atividade.
E com isso o agricultor tem mais um motivo para a depressão. Que círculo vicioso...

Jean Remy Davée Guimarães
Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Fonte: Ciencia Hoje online

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Amo ocê !

Ocê é o colírio du meu ôiu.
É o chicrete garrado na minha carça dins.
É a mairionese du meu pão.
É o cisco nu meu ôiu (i no ôtro oiu - eu tenho dois).
O rechei du meu biscoito.
A masstumate du meu macarrão.

Nossinhora!
Gosdimais da conta docê, uai.

Ocê é tamém:
O videperfume da minha pintiadêra.
O dentifriço da minha iscovdidente.

Óiprocevê,
Quem tem amigossim, tem um tisôru!

Ieu guárdesse tisouro, com todu carinho ,
Du lado isquerdupeito !!!
Dentro do meu Coração!!!

AMO ocê, uai!!!

Fais favô de mandá pra tudos seus amigus du coração, incrusive eu, craro!!!
BRIGADO PELO SEU CARIN, cumqueu sempre pude contá!!!!